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Trinta anos depois
A luz se começa a fazer na nação
Caiu por fim o 'r' de revolução,
Há de cair a cedilha do 'c'
Mas nunca o til que cobre o cão
Trinta anos depois alguém que bem alto berre
Chegou a altura que por vergonha
Abril se enterre
R De porra vezes sem conta
Que se prenda e castigue
Quem praticou tal afronta
Trinta anos depois ainda nos resta
Do Orgulho e Independência Nacional
Da dignidade e Decência,
Do sentido de Serviço a memória
Que por mais que façam não conseguem
Branquear e apagar da nossa História
Trinta anos depois ainda vendem
A ideia do 'l' de liberdade
Mas escondem o sangue e as mortes
Que lhes escorre nas mãos e lava a alma
Trinta anos depois ainda nos resta
Termos que aguardar com muita calma
Trinta anos depois a vida é tua
Agarra as letras todas e procura
E ao encontrares a verdade nua e crua
Mais não podes escrever que 'CHEGA'
Mudança serão as acções mais belas
Forma única de pedir perdão
Honrar e glorificar aqueles que
Outrora partiram nas caravelas
Joaozinho o "Triste"
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