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Já tinha tirado o fraque,
e preparado estava para o Iraque,
quando me chegou este apelo urgente
da minha Morgadinha ardente.
Disse ao Bush que já não ia,
que a guerra fica para outro dia.
Tenho que atender à minha Bela Musa,
apelos poéticos não aceitam recusa.
Eterna Musa, diamante astral,
espero bem que não leves a mal
que entre verso e mimo
faça também algum murimo.
Rezo para que este pequeno cântico
não se perca ao atravessar o Atlântico.
É que, por vezes, a Internet
mais parece uma grande retrete.
/Luís de Camones
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"Enquanto há vida
há esperança",
dizia ela, quase chorosa,
como se me faltasse a
lembrança
de lhe mandar um poema,
ou uma rosa.
Não desesperes,
Morgadinha,
tesouro do meu
pensamento,
solta-me um soluço e um
lamento.
Para findar teu
sofrimento,
posto em teu pedestal,
uma oferta, um memento,
uma rosa virtual.
Agora as garinas da DIA,
sabem tintim por tintim,
que mimos, que poesia,
recebeste no São
Valentim.
/Luís de Camones, poeta
galã
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Foi numa terça-feira, em 56,
À meia-noite e vinte
Que nasceu em terra de reis
Uma garina com requinte
Nascida no melhor sítio do mundo
Duma senhora muito elegante
A mina do hospital do Dundo
Produziu o seu mais belo brilhante
Vamos então celebrar
Dançar, pular e berrar
Dar um grande ÉFE ÉRRE I Á
de parabéns à nossa SÓNIÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!
/Luís de Camones
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Ó sorte cruel,
que me lançaste a estas feras.
Adocei-lhes o ego com mel
e a paga doeu, deveras.
Agora chamam-me eunuco,
que ferramenta não tem,
mas em tempos de outrem
brincavam com ela no xicuco.
Riam-se então mais um bocadinho
a imaginar o je sem badalos,
porque eu e o Joãozinho
vamos mas é montar uns cavalos!
/Luís de Camones
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Aqui fica em testemunho para o Mundo
a Musa das Lundas, nascida no Dundo,
Pedra preciosa, eterno diamante,
Ofusca mesmo o obelisco gigante.
Kamatapas e PIPIS, sucumbiram ao brilho
Desta Vénus africana, boa como o milho.
/Luís de Camones
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MDL,
Qual D. Quixote de la Mancha,
Cavalo fugaz, mão firme na lança,
Hei de virar vasos, pedras e matos
Chacinando cobras, aranhas e lagartos.
Sossega a alma, fica descansada,
Vêm até Phoenix, sem pesadelos temer.
Se a cascavel maldita te quiser morder
Do Camones receberá Valente cajadada.
/LdC (poeta caçador-de-cobras)
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As catanas e os sobas enfeitiçados,
Que da Ocidental Baía de Luanda
Por matos nunca dantes desbravados
Passaram muito além daquela banda,
Em xilumbos e makas embrulhados
Mais quando lhes prometiam a mukanda
Entre Lundas e Cokwés edificaram
A DIAMANG, que tanto sublimaram.
LdK (poeta kioko)
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