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Em
dia de S. João Não
me posso esquecer De
um amigo folgazão Que
bem gosta de comer! Estou
a falar de alguém Que
prepara uma matança Nem
só de pão vive o homem Mas
há que encher a pança! E
pr’a tanto tudo vale Desde
cobras a cagados Acautelem-se
com a ementa Que
ele tem créditos firmados Créditos
de malandrice Que
o diga o amigo Zeca Promete-vos
a goludice Mas
manda-vos pr’á charneca! É
Grilo de sua graça E
parece um amigo fixe Eu
só não sei se as sardinhas Não são das “tais” de Peniche
Luisa,
24/06/005
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