Um dia, nas nossas vidas,

Tivemos a sorte de partilhar,

Uma Terra abençoada

Que aprendemos a amar.

Porque não queremos ver perdidas,

Nem que fiquem esquecidas

As nossas estorias de encantar,

 

Aqui estamos,  atentos

Às memórias radiantes

Que temos para contar.

Hoje, amigos distantes,

Unidos por sentimentos

Que são feitos de momentos

de tudo o que vivemos antes

 

Então pensei:

Se há uma estrada percorrida

De caminhos diferentes,

na nossa vida,

Que se imponha uma lei,

Que eu acatarei,

E que não seja esquecida!

 

 

É proibido da DIA sair!

E não tentar entrar,

Perdermos-nos no tempo,

De não nos encontrar,

De não querermos ouvir

E de não sentir

Que é tempo de amar e partilhar

 

 

Hoje é S. Martinho,
dia das castanhas assadas,
do delicioso novo vinho,
e das febras bem passadas!

No Domingo que passou
toda a família se juntou.
Comemos iguarias  tais
das que não se fazem mais.
Sabores do norte foi o mote:
as migas, desapareceram num virote,
as alheiras então, que eram de boas famílias,
fizeram as nossas delicias.
Nem as castanhas de Trás os Montes, foram esquecidas,
e o queijo? As broas? O pão de ló? Oh Deus, ficámos perdidas...
Já não sei se foi da comida
ou de tanta  bebida!
Também só foram 5 litros de água pé,
se não acreditam, perguntem à Né!
Terminámos com um belo vinho abafado,
e no fim já cantávamos o fado!

Anocas

"Sem o estro que a lira enfesta"
Que palavras estonteantes,
Oh Deus, me acuda,
Elas parecem importantes!
Como vou me livrar desta,
Sem parecer pouco modesta,
E voltar ao que era dantes?
Oh Abel, não me faças corar !
Sou uma rapariga envergonhada,
Que perante a tua rima,
Vê que não sabe nada.
Vou ter que muito pensar
e com muito esforço, tentar
Dar uma resposta adequada.